O conceito gramsciano foi definitivamente implantado no Brasil



Por Eratóstenes Edson Ramalho de Araújo, 20/09/2025

    Há muito tempo a esquerda construiu maioria nas universidades a partir de conceitos de ocupação de espaços culturais idealizados pelo italiano Antonio Gramsci (1891–1937). Segundo tais ideias, a disputa política não se vence apenas nas urnas ou pela força do Estado, mas pela hegemonia cultural — quando uma visão de mundo se torna dominante em escolas, universidades, sindicatos, igrejas e meios de comunicação. Instituições de ensino, sindicatos de professores, editoras de livros didáticos e associações estudantis foram progressivamente dominadas por intelectuais alinhados a correntes marxistas. Isso moldou os currículos e a produção de conhecimento, o que criou uma cultura universitária em que divergências eram vistas como indesejadas.

    Fernando Henrique Cardoso foi um cérebro operante por trás da implementação definitiva do comunismo no Brasil desde seus tempos como estudante e, posteriormente, como professor na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) da USPEntre 1966 e 1968, as ideias de Gramsci repercutiram no interior de um restrito circulo de intelectuais e professores universitários de ciências sociais, sobretudo na USP. FHC (sempre ele), por exemplo, através de um artigo publicado na revista Les temps modernes. FHC foi um dos primeiros intelectuais brasileiros a fazer menção ao conceito gramsciano de hegemonia.

    A partir dos anos 1990, as ideias conservadoras passaram a ser vistas como ameaças a um consenso ideológico. Continue lendo aqui.

Leia também o artigo "Professor doutrinador", acessível neste link.