As gerações após a II Guerra Mundial tiveram mais contato com publicações oriundas de editoras comunistas, motivadas pela obediência ao estabelecido nas cartilhas do partido. No Brasil não foi diferente e temos um caso bem conhecido. Trata-se da "Civilização Brasileira" que foi a maior editora comunista do País, dirigida pelo militante histórico Ênio Silveira e por Edmar Morel. Este último, depois de servir ao Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) da ditadura Vargas, soube adaptar-se rapidamente aos novos tempos após a queda do ditador e ganhou, do governo soviético, uma viagem a Moscou que relatou em livro de 1952.
Hanák é o codinome de um jornalista brasileiro que trabalhava no Jornal do Brasil e que foi "trabalhado" pela StB a partir do dia 23 de fevereiro de 1960, pelo agente tcheco Bakalár. Tornarm-se "amigos" até dezembro de 1961, quando foi dada a ordem para deixar o brasileiro em paz. Até o fim das atividades da StB no Brasil, em 1971, não houve qualquer tentativa de reaproveitá-lo de alguma maneira. Por outro lado é certo que, mesmo sabendo quem o camarada Bakalár era de verdade, Hanák não o entregou às autoridades brasileiras, não traiu o seu velho "amigo".
Hanák nos registros tchecos
Sobre isso, os autores do livro já citado encontraram nos arquivos tchecos a pasta de registros número 80691. Literalmente nela está escrito:
"Nome sobrenome do figurante. Hermano de D. N. A. (1927-2010). Jornalista, contrário à revolução de 1964 mas que continuou a viver no Brasil, publicou artigos e tornou-se inclusive deputado federal. Em 1968 teve os direitos cassados e exilou-se no México; depois trabalhou para a BBC e, em 1984, voltou ao Brasil. Em 2005, através da Comissão de Anistia, o Ministério da Justiça brasileiro concedeu-lhe reparações econômicas de caráter indenizatório de R$ 2.160.794,62 (quase 1 milhão de dólares na cotação da moeda à época), além de um benefício mensal permanente no valor de R$ 14.777,50. Ao que tudo indica - pelo menos é o que afirmam os documentos - colaborou com o serviço de inteligência tchecoslovaco ainda antes de a junta militar tomar o governo."
Para os brasileiros, do momento atual, o registro mais importante é aquele ocorrido em 2005. Ele expõe até que ponto está sendo utilizado o dinheiro público, o imposto que pagamos, em um Brasil que foi governado por socialistas/comunistas, no contexto de atos que compõem o "Teatro das Tesouras", cujas lideranças e personagens habitam os arquivos do PSDB e do PT.
Certamente, os brasileiros que leram o artigo até aqui, putos estão, surpresos nem tanto, pois já conhecem bem as práticas dos dois partidos. Mas ainda estão curiosos, ávidos para conhecerem mais detalhes de Hermano de D. N. A. Fui até a Wikipedia. Vejam o que encontramos:

O livro nos lembra também o número de agentes comunistas em nosso País antes da revolução de 1964, que depôs um governo aliado aos países socialistas, cujo objetivo era a implantação no Brasil dos regimes implantados nos 15 países que compunham a URSS, na China e em Cuba. Na passagem de 1963 para 1964, operavam aqui no Brasil, através das embaixadas na Tchecoslováquia e da URSS, algumas dezenas de agentes dos serviços de inteligência dos dois países, StB e KGB respectivamente, travestidos de diplomatas, em articulação com altas autoridades do governo e do parlamento brasileiro, entre elas as que estão nominalmente citadas aqui, Almino Alfonso, codinome de Kato, posteriormente Lauro, e Raul Ryff, o Leto, assessor e amigo intimo de Jango. Esses países viam no Brasil as condições mais favoráveis para implantação do comunismo na América Latina para fortalecerem sua luta contra os EUA.
